Seu pequeno abrigo, seu santuário e seu ídolo - James Alexander
Seu pequeno abrigo, seu santuário e seu ídolo
James Alexander
“No mundo, passais por aflições” (Jo 16.33).
“... tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (Sl 59.16).
O coração conhece a sua própria amargura; e às vezes a flecha mais cortante fere exatamente onde os outros não conseguem ver. Muitas são as aflições do justo — algumas das mais doídas não são nem descritas nos livros, nem mencionadas nos sermões.
Os tempos de tribulação ainda não cessaram neste mundo. Nessas ocasiões, necessitamos de um refúgio, de uma fortaleza, precisamos de consolo.
A aflição traz a descoberto os lugares de refúgio dos homens. Os incrédulos, já que têm medo de Deus, e sentem a inimizade contra Ele, dirigem-se a qualquer lugar em busca de consolo na aflição. Alguns se voltam para os negócios mundanos, e vendem e compram com redobrada intensidade; alguns se fiam nos ídolos que restaram, e planejam novos empreendimentos desafiantes; alguns se juntam a más companhias, lêem livros sem valor, ou se agitam de um lado para outro na dança das fúteis diversões; alguns se afundam no lamaçal da bebida.
As aflições conduzem cada um a seu próprio refúgio. Cada um, nesses tempos difíceis, procura o seu pequeno abrigo, seu santuário e seu ídolo.
E o filho de Deus também tem o seu próprio refúgio — e para esse ele corre, em tempos de aflição! Acima da fúria das águas, quando tudo em volta é inquietante e assustador, ele ouve a voz, como de trombeta, vinda do refúgio: “Venha, meu povo, entre nesta recâmara e feche a porta; esconda-se por um momento, até que a fúria da tempestade se vá”. E, emergindo das ondas, ele responde: “Sê misericordioso comigo, ó Deus, sê misericordioso, porque venho a Ti em busca de segurança. À sombra das Tuas asas encontro proteção até que se vá a furiosa tormenta!” “Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim”. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares... O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”. “Tu és o meu esconderijo”. Eis aqui um refúgio — ao qual de fato podem recorrer os crentes em tempos de tribulação.
Para o crente, Deus não é um mero escape das tribulações, mas um lugar onde habitar; não é um mero refúgio para usar quando sobrevêm as tribulações, mas uma habitação à qual ele aprendeu a recorrer continuamente; não um escudo temporário, mas uma fortaleza onde ele habita, e onde gosta de morar.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10.27).
Ao homem que teme ao SENHOR, Ele o instruirá no caminho que deve escolher (Sl 25.12).
Aplica-te ao estudo da Palavra.
Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto (Is 55.6).
Onde está, ó morte, o teu aguilhão? (1Co 15.55)
Orar bem é estudar bem.
Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente (Is 40.8).
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Em tudo dai graças (1Ts 5.18).
Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher (Sl 25.12).
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez os céus e a terra (Sl 121.1-2)
A vereda dos justos é como a luz da aurora, que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18)
Deus tudo vê
Não temais, pequenino rebanho.














